A Energia Para Mudar

A diferença entre energia saudável e energia doentia pode ser resumida da seguinte forma:
Energia saudável é fluída, flexível, dinâmica, equilibrada, suave, associada a sentimentos positivos. Energia doentia é estagnada, congelada, rígida, quebradiça, dura. desequilibrada, associada a emoções negativas.

Você pode realizar curas em quaisquer aspectos de sua vida, substituindo um estado de energia doentia por outro saudável. Pessoas que não encontram um jeito de mudar ficam presas a uma ou mais dessas qualidades apresentadas. Os olhares ásperos, gélidos e cheios de ódio que as esposas trocam com seus maridos em maus casamentos exprimem uma forma de energia, ao passo que olhares ternos e amorosos trocados em casamentos felizes expressam outra. A distinção entre físico e não físico torna-se irrelevante. No corpo, a gordura mole e saudável que circula no sangue pode endurecer, produzindo placas de gordura que ficam depositadas nas artérias coronarianas, prejudicando a saúde. Na sociedade, um relacionamento calmo e tranquilo entre pessoas que se toleram pode se transformar em uma forma desagradável, rígida, de sentimentos estagnados, sob a aura do preconceito e da intolerância.

Há fortes indícios de que a energia tem mais poder que a matéria. Estudos sobre longevidade, por exemplo, analisam por que algumas pessoas conservam saúde até uma idade avançada. Seu segredo não é a qualidade de seus genes, dieta, abstinência do fumo ou mesmo a regularidade da atividade física, por mais benéfico que tudo isso possa ser. O fator mais importante para se alcançar noventa ou cem anos de idade em boa forma é o poder de recuperação emocional, a capacidade para reconduzir os reveses da vida, o que condiz caprichosamente com uma das qualidades presentes na energia saudável: a flexibilidade.

Desde o final da década de 1940, a Faculdade de Medicina de Harvard empreende um estudo com homens jovens para descobrir por que em alguns ocorrem ataques cardíacos prematuros na meia-idade. O fator primordial não foram os altos índices de colesterol, má alimentação, tabagismo ou estilo de vida sedentário. Os homens que apresentavam menores índices de ataques cardíacos eram exatamente aqueles que tinham enfrentado seus problemas psicológicos ainda jovens, com idade entre vinte e trinta anos, ao contrário dos que nada fizeram. Problemas psicológicos são sempre marcados por atitudes rígidas, estagnadas e emoções distorcidas, deixando clara, uma vez mais, a importância que tem a energia.

Texto extraído do livro "Reinventando o Corpo, Reanimando a Alma"
Autor: Deepak Chopra - Editora Rocco