Somos Cocriadores

“Necessitamos de uma maneira espiritual nova de entender a natureza do que é o ser humano, porque os modos antigos, as velhas mitologias, a antiga monarquia, rei, Deus, contra a velha maneira legítima do cientista de fazer tudo, estão mortos. Devemos enterrá-los”. - Fred Allan Wolf, Físico, PhD. 

“Liberdade de consciência é uma das características da verdadeira civilização e do progresso”. - Parte final da resposta à pergunta 837 do Livro dos Espíritos. 

Pois a nova maneira espiritual de entender o ser humano implica o reconhecimento da consciência como o verdadeiro ser. 

Cada vez mais vamos entendendo a supremacia do imaterial sobre o material, do campo sobre a forma, do espírito sobre a matéria. 

Nesse sentido, e sabedores da existência do livre arbítrio, entendemos, num universo de possibilidades, que temos escolhas, que fabricamos o nosso destino, usando a consciência como elemento efeituador da transformação do possível no atual. 

Só o entendimento do espírito nos faz entender a ação da mente, que é imaterial, sobre a matéria. 

Somos descritos como emissores e receptores. Pensamentos e emoções são energias, que nos põem em contato com um Universo em que a energia é a fonte de criação da própria matéria, que perdeu sua substancialidade. Assim, recebemos e cedemos energia, como um sistema aberto e o importante é saber que só captamos aquelas frequências em que somos capazes de vibrar. 

Por isso, nossa essência espiritual, criará mais adequadas condições a nosso progresso, ou não, dependendo da faixa frequencial em que vibramos. 

É mister, entretanto, que se saiba em que condições podemos criar realidade. 

A consciência que cria não é uma consciência egocêntrica e sim uma consciência interligada. 

Muitos pesquisadores afirmam que percebemos mais, além das informações sensoriais, quando nos encontramos nos chamados "estados alterados de consciência”. 

A expressão não é feliz e remete àquela antiga ideia de mentes alteradas e iludidas. Na verdade, deveríamos dizer estados ampliados de consciência. 

Nessas situações, alteramos a percepção sensorial, não, enganando-a, por ilusões ou alucinações, mas amplificando-a, deixando vir à tona nossa parte espiritual, nosso verdadeiro ser. 

Essa consciência, nome que físicos mais avançados na Filosofia da Ciência dão ao que chamamos de espírito, é o elemento criador. 

É a consciência do observador que altera o comportamento das partículas subatômicas e que deve nos levar às melhores escolhas, diante das infinitas possibilidades que se nos apresentam no dia-a-dia. 

O homem sempre progrediu quando se deu conta de sua tarefa de co-criador. 

Há muitas pedras na natureza, mas onde se constrói um cais, um hospital, uma escola, verificamos a mão do homem, organizando o material, de acordo com o planejamento de sua consciência. 

Isso é lindo e profundo. É um chamamento à responsabilidade, muito diferente dos ditos e práticas sem fundamentação científica que afirmam coisas do tipo:

Você pode chegar atrasado a um espetáculo, que achará um lugar para estacionar o carro e para ocupar no teatro, desde que, por exemplo, cruze os dedos. Ocorre que o evento pretendido depende de outras consciências, que não são domináveis por crendices não fundamentadas. 

Somos criadores que desconhecem seu poder de criação e, precisamente por isso, não sabemos utilizá-lo. 

Muitos compraram a ideia de um destino imutável, em que não haveria mérito nem culpa. 

O espiritismo, entre outras doutrinas espiritualistas fala em liberdade de escolher e a consequente responsabilidade pelas escolhas. 

Fala exatamente a linguagem da Física contemporânea, que não é aquela do materialismo realista. 

Com o conhecimento da verdade, saberemos quais as escolhas compatíveis com nossa dignidade de cocriadores em evolução e criando as verdadeiras condições de felicidade.

Moacir Costa de Araújo Lima