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Humildade é virtude que se alcança pela observação, mais que por doutrinações moralistas. As múltiplas manifestações da natureza, do micro-organismo unicelular ao anjo celestial, são lições profundamente éticas a se aprender. O ser humano, orgulhoso e egoísta, com toda sua inteligência e as tecnologias que possui é incapaz de produzir uma banana se quer com a mesma textura e sabor que a bananeira faz. 

Tudo que se conquista na perspectiva da ética e do bom senso vem através do trabalho honesto executado com dignidade. Só o trabalho conduz ao progresso, efetivamente.Especulações e jogatinas podem produzir resultados financeiros espetaculares, mas não se consolidam como progresso. São predações que deixam rastros de miséria do outro lado, sempre, resultado do desequilíbrio que geram na maré do progresso.

O desenho que se faz hoje na mente constrói a realidade que se terá amanhã. Todo pensamento é projeção da consciência criando. A questão que se deve observar é a da origem dos pensamentos, de onde eles são projetados, se eles são da consciência desperta que pensa lucidamente e coerentemente, ou da consciência emocional que repercute os padrões condicionados por hábitos de repetição, que vem do passado, ou ainda se eles são aleatórios passageiros transitórios da coletividade mental. E o que disso resultará como criação de eventos positivos ou atração de eventos aleatórios.

Ajudar os outros, ou primeiro pensar em si? – Eis uma questão delicada de se equilibrar na balança da consciência.

Primeiro de tudo precisamos entender que, ajudar os outros é quase uma arte que precisa ser aprendida, porque nem sempre aquilo que temos a oferecer como ajuda é benéfico ao outro.

Para nós, em geral, o conceito de prosperidade está ligado a fortuna, à felicidade por meio da riqueza material e financeira. Esse é um conceito mesquinho e falso de prosperidade. Qualquer tolo pode se tornar milionário, rico financeiramente e continuar um miserável nos demais campos da vida. Nós conhecemos uma diversidade enorme de casos assim, pessoas ricas, muito ricas financeiramente, mas pobres miseráveis nos seus relacionamentos, na ética, na saúde, na autoestima, no respeito pelos outros, na sua paz interior.