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Todos nós vivemos imersos no campo mental que emitimos. A onda do pensamento surge na emoção e no sentimento, na sensação, na percepção, ressuma na consciência e se espalha pela atmosfera psíquica levando consigo as emanações da emoção e do sentimento cultivado. A consciência recolhe a impressão e elabora o pensamento, que se organiza em ideia pela imaginação e segue formando a atitude que se exprime em comportamento movendo a ação.

É importante desenvolver a auto-observação, e assim entender o sentimento que desperta em nós quando nos relacionamos com os outros. Simpatia ou antipatia, admiração ou inveja, dentre tantas possibilidades, aportam das instâncias da alma informando qual atitude será melhor adequada para cada ocasião.

Se a vida presente tem o peso das dificuldades constantes, diante do progresso pessoal, da saúde, dos relacionamentos, dos empreendimentos financeiros, as causas podem estar na maneira como essas questões foram conduzidas no passado, refletindo-se nas atitudes pessoais agora.

Quantos enganos nós ainda cometemos em nome da ignorância! Quantos julgamentos insensatos e condenações sumárias nós executamos sem antes rever nossos próprios posicionamentos dentro do cenário no qual nos vemos envolvidos com os outros, sem antes examinar nossa própria consciência e comparar nossas próprias atitudes na relação com aqueles que são objeto do nosso conflito interior!

Para que serve um extenso currículo acadêmico, se o coração ainda não consegue administrar o sentimento mais puro da generosidade, do amor, da compaixão e da solidariedade? O ser humano orgulhoso, que se identifica com seu próprio status intelectual, sem o sentimento de humanidade que desponta na compaixão, pode usar todo seu conhecimento como arma de destruição da vida.