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"Cada indivíduo é um microcosmo, parcialmente ciente de si mesmo; um complexo de forças inconscientes a ser ainda descobertas". Cada um de nós é um ser distinto em personalidade, com ego, alma e corpo destacando nossa individualidade, porém, em termos mais profundos nós existimos numa realidade espiritual de consciência entrelaçada numa espécie de alma coletiva, um campo de consciência que orienta nossa evolução como humanidade.

Felicidade é o que melhor define a missão do ser humano. Ser feliz! E, para ser feliz não há outra maneira a não ser despertar no outro o mesmo sentimento por meio de ações que o façam se sentir valorizado, que o desperte para a possibilidade de realizar seus sonhos por sua própria conta reconhecendo em si talentos que ainda não percebia.

Nossas projeções e expectativas sobre os outros revelam a parte nossa abandonada por nós mesmos. Cobranças, exigências e reclamações nos relacionamentos, e nas relações de amizade ou de qualquer outra natureza, são os meios pelos quais nós expressamos a insatisfação cultivada dentro de nós, por nós mesmos e por nossas próprias atitudes e falta de auto-atenção. Quando nos deparamos com alguém, numa relação qualquer, que reflete nossas carências, lembramos-nos delas e passamos a exigir do outro aquilo que nós mesmos deveríamos auto-cultivar – a autoestima.

Se nós pudermos compreender o que está por trás da realidade aparente, então sim nos tornaremos criadores conscientes, mas, para isso acontecer precisamos expandir ainda mais a consciência e nos permitir expiar o fundo da toca do coelho em busca das novidades que lá se escondem. O mais profundo se revela somente àquele que se permite experimentar as novas aventuras na viagem da existência. Aos que se amedrontam diante do novo, só resta uma vida de rotinas repetitivas e amargurantes, de tristezas e desânimo.

Ser humano implica transcender a animalidade que ainda se manifesta em nossos comportamentos conturbados, que machucam o outro e a nós mesmos. Ser humano é, estando acima na cadeia evolutiva, respeitar todas as formas de vida que transitam nos reinos da natureza inferior, porque nada é inferior no sentido de menos importante, mas apenas porque está em ascensão ainda em nível inferior da escala.