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Se nós pudermos compreender o que está por trás da realidade aparente, então sim nos tornaremos criadores conscientes, mas, para isso acontecer precisamos expandir ainda mais a consciência e nos permitir expiar o fundo da toca do coelho em busca das novidades que lá se escondem. O mais profundo se revela somente àquele que se permite experimentar as novas aventuras na viagem da existência. Aos que se amedrontam diante do novo, só resta uma vida de rotinas repetitivas e amargurantes, de tristezas e desânimo.

Nossas projeções e expectativas sobre os outros revelam a parte nossa abandonada por nós mesmos. Cobranças, exigências e reclamações nos relacionamentos, e nas relações de amizade ou de qualquer outra natureza, são os meios pelos quais nós expressamos a insatisfação cultivada dentro de nós, por nós mesmos e por nossas próprias atitudes e falta de auto-atenção. Quando nos deparamos com alguém, numa relação qualquer, que reflete nossas carências, lembramos-nos delas e passamos a exigir do outro aquilo que nós mesmos deveríamos auto-cultivar – a autoestima.

No fundo, o que nós estamos buscando na vida é uma razão para estabelecermos a harmonia fundamental de nosso ser - A FELICIDADE! Nesse processo de busca pela felicidade, o sofrimento acaba sendo um meio pelo qual nos confrontamos, e nos percebemos, em nossa experiência humana, com nossa natureza espiritual. Mas o sofrimento não tem que ser o preço que temos que pagar constantemente para alcançarmos a felicidade.

Ser humano implica transcender a animalidade que ainda se manifesta em nossos comportamentos conturbados, que machucam o outro e a nós mesmos. Ser humano é, estando acima na cadeia evolutiva, respeitar todas as formas de vida que transitam nos reinos da natureza inferior, porque nada é inferior no sentido de menos importante, mas apenas porque está em ascensão ainda em nível inferior da escala. 

Em nossa jornada terrena, nós andamos imersos na escuridão, orientados por uma pequena lanterna que ilumina só alguns passos à nossa frente. Essa lanterna é a luz da consciência, e seu alcance está delimitado pelo quanto de percepção já expandimos na consciência, e por quanto nos permitimos viver em nossa natureza amorosa.