A vida vibra em todas as formas e manifestações da natureza, em variados graus e níveis de consciência. O sentido que você dá à vida está em proporção da sua capacidade de dar respostas a ela; de sua aceitação das suas proposições. A vida propõe; ela mesma é uma proposta de expansão da consciência, pelos contrates das experiências que lhe dão o colorido. Você pode aceitar ou resistir, mas nada vai mudar nos planos da vida, se você não der sentido a ela.

Dar sentido à vida significa fazer jus ao merecimento de estar vivo, na condição que está hoje, com seus dramas e comédias, acatando e praticando as lições que precisa aprender para se tornar um ser maior em valores, virtudes e sabedoria.

Viver é mais que somente se deixar levar pelas circunstâncias diversas; viver é assumir o plano que a vida tem para a sua evolução espiritual através do seu progresso como ser humano.

A vida pulsa e vibra em toda matéria, da mais sutil que nós ainda desconhecemos à mais grosseira, essa que nós tocamos e manipulamos todos os dias, que nós somos enquanto estamos na experiência carnal.

Vida é vibração de consciência, portanto, tudo o que vibra tem vida em algum grau e nível de consciência. Uma rocha tem vida, um metal tem vida, porquanto são feitos dos mesmos átomos que compõe toda a natureza. E os átomos vibram; em seu núcleo vibra uma consciência latente.

Qual sentido você dá para a vida que pulsa e vibra em seu ser? O que você está fazendo com as oportunidades que a vida lhe oferece para o seu progresso humano e evolução espiritual?

Rebeldia é não aceitação da lei maior. Se você reclama da vida, por qualquer motivo, a sua resposta para a vida é ingratidão. A vida não dá mais que o merecimento de cada um, mas também não cobra mais que o débito de cada um. Portanto, se as coisas não andam bem na sua vida não a culpe por isso, não reclame, não se rebele contra a vida, não manifeste sua ingratidão pelo tanto que ela lhe dá. Este é o seu merecimento agora, faça dele a melhor oportunidade de progredir, de se tornar um ser humano melhor, mais humanizado, mas inteligente e mais consciente de si.

Mas não caia na ilusão do carma determinista, achando que é assim porque tem que ser assim e não tem nada que possa fazer. Esta é outra forma de ingratidão para com a vida. Não fazer nada também é uma escolha que traz suas consequências. É assim que funciona o carma – ação e reação, causa e efeito; a toda ação corresponde uma reação de igual proporção; todo evento causador gera um evento consequente de mesma proporção.

Existe um determinismo sim, mas ele é a lei maior que se manifesta como vida impulsionando toda forma de natureza para evoluir. O tempo de cada espécie segue a uma ordem natural até certo ponto da evolução, quando a consciência se habilita para fazer escolhas por si mesma, começando ali o direito a uma certa liberdade que chamamos de livre arbítrio.

O livre arbítrio nada mais é que uma certa liberdade dentro do determinismo supremo da lei maior, que permite andar mais depressa ou mais devagar, escolher entre o sofrimento e a felicidade, entre progredir pela inteligência ou empurrado pela dor, entre evoluir pelo amor ou pelas experiências mais dolorosas, sob o arbítrio da consciência.

Dar sentido à vida significa viver no sentimento da gratidão permanente, na expansão da generosidade esforçando-se para se tornar um ser cada vez mais humanizado, mais consciente de si, capacitado para ser livre, amar e ser feliz pelo que é e tem como oportunidades da vida para o seu progresso humano e evolução espiritual.

Luìz Trevizani – 07/03/2020