Luìz Trevizani

Psicoterapeuta Holístico e Metafísico (CRT 36768) Consultor em Numerologia Cabalística | Palestrante e Pesquisador da Consciência Humana | Diretor do Instituto Luz da Consciência

A Individuação no Processo do Autoconhecimento

A individuação é o processo central do desenvolvimento humano. Não se trata de individualismo, e sim de autoconsciência – a unidade individuada integrada ao Todo, o Ser completo em si mesmo. Para que isso aconteça, é preciso despertar, sair do senso comum e do comportamento coletivo, e assumir a responsabilidade pela vida que nos foi entregue pelo Criador de Tudo. Isso ocorre quando alcançamos o patamar da consciência pensante, capaz de raciocinar, escolher e decidir, pelo uso da inteligência, na resolução do discernimento e da razão.

O Mundo na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

“Honrai as verdades com a prática” (O Caibalion). O conhecimento gera responsabilidade e comprometimento, e a verdade só é alcançada por meio do conhecimento. Consequentemente, aquele que mais recebe, mais responsabilidades terá. Conhecimento sem responsabilidade e comprometimento é vaidade, presunção; torna inútil não só o conhecimento em si, mas também aquele que o detém.

Os Múltiplos Caminhos do Autoconhecimento

Uma jornada pressupõe a existência de um caminho a ser percorrido. Esse caminho pode ser uma estrada, uma trilha ou, quando se trata de autoconhecimento, um roteiro, uma disciplina ou uma metodologia. No contexto do autoconhecimento, “jornada” e “caminho” são termos aplicados por analogia, indicando que há uma metodologia nos estudos e trabalhos desenvolvidos. Há muitos caminhos para o autoconhecimento, e cada qual serve ao fim a que se propõe o interessado. Nós escolhemos o Tarô como roteiro – mais especificamente, os Arcanos Maiores.

O Juízo na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

O tempo é a marca da vida que sentimos passar na memória. Cada um sente a vida e conta sua história da maneira que lhe assevera o espírito, produzindo em si os reflexos da ânsia de viver em conexão com o divino. A conexão perdida, no entanto, desperta o medo profundo na alma, um medo desconhecido, de causa não identificada, que atormenta a consciência sem que se saiba o motivo. Contudo, a paz pode ser alcançada por meio da meditação, que nada mais é do que centrar-se em si e restabelecer a conexão perdida.

A Completude na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

Na completude, florescem a inocência e o amor puro. Trata-se da verdadeira inocência, não aquela que deriva da ingenuidade de quem ainda não aprendeu a discernir. A inocência que emerge da completude é uma conquista do amadurecimento, fruto do esforço, da obediência e de uma disciplina consciente e inteligente; é o desabrochar do amor puro. Representa um estado de consciência elevado, no qual se alcançou o caminho da verdade.

O Crepúsculo na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

O passado, com suas memórias, traumas e padrões antigos, frequentemente molda nossa visão de mundo e a maneira como reagimos às situações atuais. Para avançar espiritualmente, é necessário enfrentar e transcender essas influências do passado. Isso não significa ignorar ou suprimir tais experiências, mas sim integrá-las de forma consciente e transformadora.

A Esperança na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

Na esteira da esperança, o ser humano rola como uma pedra, levado pela correnteza da vida, sem saber ao certo seu destino, agarrando-se à expectativa de uma salvação. No entanto, a esperança que carece de amor, perdão, trabalho e fé não passa de uma ilusão. Quando se diz que a esperança é a última que morre, compreende-se que ela deve ser a última a nascer, sobre o terreno preparado pela fé – fruto do trabalho de renovação interior, no amor e no perdão.

A Desilusão na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

No castelo das vaidades, erguido sobre o instável terreno das paixões, instalou-se o ego, criando para si um centro em torno do qual gravitam seus mais fiéis companheiros: o orgulho, a soberba e o egoísmo. Absorvido em suas próprias prioridades, o ser humano fez de si mesmo o centro de tudo, tornando-se egocêntrico e distanciando-se da fraternidade universal. Tamanha foi a ilusão gerada por esse egocentrismo que, por certo tempo, chegamos a acreditar que nosso planeta era o único mundo habitado no Universo.

A Paixão na Jornada de Autoconhecimento Pelos Caminhos do Tarô

Quando nascemos, nos agarramos à vida como se ela fosse uma tábua de salvação. Depois, aprendemos sobre os valores das coisas do mundo e desenvolvemos as paixões, das quais surgiram os apegos, ainda mais enraizados na mente material. Fomos dominados pelo instinto de conservação e sobrevivência, pelo desejo de posse, poder e prestígio, desde o momento em que fomos corrompidos pela sociedade, incluindo a família.