OS NÚMEROS

Os números são as luzes que se acendem na consciência humana, iluminando e revelando as verdades e as formas da criação, da vida e dos universos, seja pelos resultados das equações matemáticas concebidos na física, na química, na geometria, na astronomia e em tantas outras manifestações das ciências, seja pelos seus aspectos arcanológicos, arquetípicos e filosóficos como ciência reveladora, a numerologia.

No mundo animado dos Egípcios antigos, os números não se limitavam a designar quantidades, mas em vez disso eram considerados definições concretas de princípios formativos energéticos da natureza. Para eles os números não eram apenas pares e ímpares – eles eram masculinos e femininos.  Os Egípcios antigos manifestavam seu conhecimento do misticismo dos números em todos os aspectos de suas vidas.

No Egito antigo, há mais de quatro mil anos, talvez ainda muito antes dessa época, os números já faziam parte das ciências estudadas nas escolas de iniciação e filosofia, não somente como a matemática tradicional aplicada para contar, medir e pesar coisas e valores, mas em seus significados filosóficos a exemplo de um sistema de numerologia atual.

O conceito Egípcio dos simbolismos dos números foi posteriormente popularizado no ocidente, por Pitágoras (580 a 500 a. C.), que estudou no Egito por cerca de 20 anos. Pitágoras e seus seguidores imediatos não deixaram nada escrito. Portanto, tudo o que sabemos a respeito de seus ensinamentos foi escrito posteriormente por historiadores e discípulos indiretos. Há muitas distorções e inverdades acerca disso nos livros de numerologia pitagórica atualmente.

Pitágoras e seus seguidores disseram para olhar para os números como conceitos divinos, ideias do Deus que criou o universo de uma variedade infinita, seguindo a uma ordem e um padrão numérico perfeito. Os mesmos princípios foram declarados há mais de 13 séculos antes do nascimento de Pitágoras, no Egito antigo. Os Egípcios antigos eram mestres em escrever assuntos científicos em formas poéticas:

“Os números em conformidade com a disposição das coisas, e para a maioria das coisas naturais, foram estabelecidos pelo Criador em ordens. Os números não são nem abstratos, nem entidades em si mesmos. Eles são nomes aplicados às funções e princípios sobre os quais o universo é criado e mantido”.

Os Egípcios antigos acreditavam e definiram as regras para os números e suas interações como a base para “tudo o que existe”. O modelo de cálculo tinha uma relação direta com os processos naturais e metafísicos.

Os números não são entidades nem abstrações, nem entidades em si mesmos. Eles são os nomes aplicados às funções e princípios sobre os quais o universo é criado e mantido. São possuidores de caráter singular em suas formas geométricas, a escrita, de modo que, os iniciados no estudo da numerologia conseguem desvendar “segredos” da vida por meio dessa linguagem. Os números ímpares são ativos e dinâmicos, de ação e movimento, enquanto que os pares são passivos e receptivos, de ordem e organização. 

Os números são considerados arcanos e também representam arquétipos. São arcanos, porque guardam informações em suas formas geométricas, as suas formas escritas, que são reveladas aos iniciados no estudo da ciência da numerologia. A forma escrita atual, no entanto, deve ter surgido por um processo de aperfeiçoamento ocorrido entre os diversos povos e culturas e corresponde perfeitamente aos seus significados. Se observarmos atentamente, cada número tem a forma escrita, o seu desenho, como uma expressão geométrica fidedigna dos seus significados e atributos. Eles são também arquétipos porque podem ser traduzidos em modelos de comportamentos humanos. A Numerologia é a ciência que estuda e revela os “segredos” da arcanologia numérica e seus arquétipos.

Podemos assim dizer que os números formam uma linguagem universal, a qual é uma forma de comunicação inteligível aos iniciados no estudo das ciências da matemática e da numerologia. Santo Agostinho (354–430 d.C.) escreveu – "Os Números são a Linguagem Universal ofertada por Deus aos humanos como confirmação da verdade."